1. Introdução
A TI é uma grande
força em áreas como finanças,
planejamento de transportes, design,
produção de bens, assim como na imprensa, nas
atividades editoriais, na produção
musical e cinematográfica, no rádio e na televisão. O desenvolvimento cada vez mais
rápido de novas tecnologias de
informação modificou as bibliotecas e os
centros de documentação (principais locais de armazenamento de informação), introduzindo
novas formas de organização e acesso aos dados e obras armazenadas; reduziu
custos e acelerou a produção dos jornais e
possibilitou a formação instantânea de redes
televisivas de âmbito mundial.
Além disso, tal
desenvolvimento facilitou e intensificou a comunicação pessoal e institucional,
através de programas de processamento de texto, de formação de bancos de dados, de editoração
eletrônica, bem como de tecnologias que permitem a transmissão de documentos, envio de mensagens e arquivos, assim como consultas a computadores remotos (via rede mundiais de
computadores, como a Internet). A difusão das
novas tecnologias de informação trouxe também
impasse e problemas, relativos principalmente à privacidade dos indivíduos e ao
seu direito à informação, pois os cidadãos geralmente não têm acesso a
grande quantidade de informação sobre eles, coletadas por instituições
particulares ou públicas.
As tecnologias da
informação não incluem somente componentes de máquina. Existem tecnologias intelectuais
usadas para lidar com o ciclo da informação, como técnicas de classificação,
por exemplo, que não requerem uso de máquinas apenas em um esquema. Esse
esquema pode, também, ser incluído em um software que será usado, mas isso não elimina o
fato de que a técnica já existia independentemente do software. As tecnologias
de classificação e organização de informações existem desde que as bibliotecas começaram a ser formadas.
Qualquer livro sobre organização de bibliotecas
traz essas tecnologias .
Os maiores desenvolvedores
mundiais desse tipo de tecnologia são Suécia, Singapura, Dinamarca, Suíça e Estados Unidos, segundo o Relatório Global
de Tecnologia da Informação 2009-2010 do Fórum
Econômico Mundial. O Brasil é o 61º nesse ranking.
2. Tecnologias de Informação (TI) nas organizações
2.1
Impactos dos Sistemas de Informação (SI) / Tecnologias de Informação (TI) nas
organizações
A introdução de SI/TI numa organização irá provocar um conjunto de alterações, nomeadamente em nível das relações da organização com o meio envolvente (analisadas em termos de eficácia) e em nível de impactos internos na organização (analisados através da eficiência).
(A eficácia mede
a relação entre os resultados obtidos e os objetivos pretendidos, ou seja, ser eficaz é
conseguir atingir um dado objectivo.
Eficiência ou rendimento refere-se à relação entre os resultados obtidos
e os recursos empregados. Existem diversos tipos de eficiência, que se aplicam
a áreas diferentes do conhecimento. Eficiência é a capacidade de um
administrador para conseguir produtos mais elevados em relação aos insumos
necessários para obtê-los. A capacidade de “fazer as coisas direito”).
As TI são um
recurso valioso e provocam repercussões em todos os níveis da estrutura
organizacional: no nível estratégico, quando uma ação é suscetível de
aumentar a coerência entre a organização e o meio envolvente, que por sua vez
se traduz num aumento de eficácia em termos de cumprimento da missão
organizacional; nos níveis operacional e administrativo, quando existem
efeitos endógenos, traduzidos em aumento da eficiência organizacional em termos
de opções estratégicas. No entanto, ao ser feita essa distinção, não significa
que ela seja estanque, independente, pois existem impactos simultâneos nos
vários níveis: estratégico, operacional e tático.
Assim, temos que
os SI permitem às organizações a oferta de produtos a preços mais baixos, que,
aliados a um bom serviço e à boa relação com os clientes, resultam numa
vantagem competitiva adicional, através de elementos de valor acrescentado cujo
efeito será a fidelidade dos clientes.
A utilização de
SI pode provocar, também, alterações nas condições competitivas de determinado
mercado, em termos de alteração do equilíbrio dentro do setor de atividade,
dissuasão e criação de barreiras à entrada de novos concorrentes. Os SI/TI
permitem, ainda, desenvolver novos produtos/serviços aos clientes ou
diferenciar os já existentes dos da concorrência e que atraem o cliente de
forma preferencial em relação à concorrência.
A utilização de
alta tecnologia vai permitir uma relação mais
estreita e permanente entre empresa e fornecedores, na medida em que qualquer
pedido/sugestão da parte da empresa é passível de ser atendido/testado pelos
fornecedores. A tecnologia permitiu uma modificação na maneira de pensar e de
agir dos produtores e consumidores.
As Tecnologias de
Informação têm reconhecidamente impactos no nível interno das organizações: na
estrutura orgânica e no papel de enquadramento/coordenação na organização; em
nível psicossociológico e das relações pessoais; no subsistema de objetivos e
valores das pessoas que trabalham nas organizações; bem como no subsistema
tecnológico.
Os maiores
benefícios somem quando as estratégias organizacionais, as estruturas e os
processos são alterados conjuntamente com os investimentos em TI. As TI’s
permitem, assim, ultrapassar todo um conjunto de barreiras na medida em que
existe uma nova maneira de pensar, pois em tempo real é possível às empresas
agirem e reagirem rapidamente aos clientes, mercados e concorrência.
2.2 Tecnologia de Informação e seu impacto na segurança empresarial
A Tecnologia da
Informação segue em avanço constante, mas ao mesmo tempo sua gestão no quesito
segurança não acompanha o mesmo ritmo das políticas de segurança e não está
ainda em um patamar que pode ser considerado eficiente. Com tantos recursos
disponíveis e possibilidades quase ilimitadas, os gestores esquecem que agora
sua empresa possui mais uma porta para o mundo, porta esta que, se aberta, pode
dar a um indivíduo valiosas informações sobre sua organização.
Temos então um
caso em que a tecnologia da informação se torna um risco devido a problemas de
gerenciamento, é importante ressaltar os problemas que a tecnologia traz para
as empresas além de seus benefícios, pois segurança também gera custos e,
quando lidamos com alta tecnologia, os investimentos nem sempre são pequenos
nessa área.
2.3 As Tecnologias da Informação na Saúde
A tomada de
decisões no sector público de saúde é extremamente dependente de uma informação
eficaz e atempada. Todavia, segundo a OMS, na prática raramente os sistemas de
informação de saúde funcionam sistematicamente pois são complexos, fragmentados
e não respondem às necessidades. Todavia, estes são de extrema importância na
manutenção dos direitos humanos, podendo documentar desigualdades de acesso aos
cuidados. Da mesma forma, podem auxiliar a criação de uma plataforma de acção,
fomentando o desenvolvimento sanitário de um tipo de população, social e
economicamente desagregada, permitindo o seu acesso à informação.
3. Evolução da Tecnologia de Informação
Conhecendo a evolução histórica da Tecnologia da
Informação (TI) podemos compreender o quanto essa ferramenta é necessária hoje
nas empresas e perceber, por exemplo, como os sistemas atuais são modificados,
desenvolvidos e aplicados. O desenvolvimento da TI, segundo Keen (1996, p. XXV)
pode ser divida em quatro períodos distintos:
Processamento
de dados (década de 1960);
Sistemas
de informações (década de 1970);
Inovação
e vantagem competitiva (década de 1980);
Integração
e reestruturação do negócio (década de 1990);
De acordo com Foina (2001), foi com o advento dos computadores nas empresas e organizações
que a TI surgiu. Antes, o processo de tratamento das informações eram em
formatos de memorandos,
planilhas e tabulações, todas datilografadas e distribuídas por meio de
malotes aos funcionários. Analisando os avanços da TI vemos o quanto esse
instrumento de tomada de decisão
é importante no mundo dos negócios, nas empresas e na própria tecnologia.
3.1 A Era do Processamento de Dados
Em 1960 os
computadores começaram a se tornar importantes para as grandes e médias
empresas, mas eram limitadíssimos quanto a aplicações e incompatíveis entre si.
Os avanços da informática eram puxados pelo hardware como melhorias no custo,
velocidade dos equipamentos e as aplicações, onde esse último era construído
“do zero”, pois não existiam empresas dedicadas ao desenvolvimento de pacotes.
Na década de 1970, as linhas telefônicas de voz passaram
a permitir o acesso a terminais remotos de computadores e as telecomunicações
se tornam uma base tecnológica, levando as empresas a automatização das
atividades burocráticas.
Toda a ação acontecia na sala de processamento de dados
os chamados CPD´s (Centro de Processamento
de Dados) responsáveis pelo tratamento das informações, onde o acesso a
esse volume de dados eram realizados por relatórios gerados pelo sistema ou
terminais ligados ao computador central. Porém havia resistência por parte de usuários ao novo sistema e
centralização das operações.
3.2 A Era dos Sistemas de Informações
Em meados de 1970 as transformações tecnológicas
começaram a abrir novas opções para a transformação de dados em informações e
ao melhoramento e adequação dos sistemas de acordo com as necessidades da
empresa, porém ainda era um período de extrema centralização.
O terminal, pela primeira vez, se torna flexível,
permitindo o computador processar diversas tarefas simultaneamente com vários
usuários. Surge também os pacotes de software, onde combinado com a
flexibilidade dos terminais estimulou uma série de inovações que vieram a ser
conhecidas como “sistemas de apoio à decisão”.
Segundo Keen
(1996, p. XXXVII), “a maior evolução técnica dessa época foi a passagem do processamento
de transações para o gerenciamento de banco de dados." Surge então os
sistemas gerenciadores de banco de dados (SGBDs), que organizam as informações de uma
maneira eficaz, evitando duplicidade e facilitando sua análise. Assim os velhos
CPDs começaram a se transformar em bibliotecas de informações. Os profissionais
de informática eram os que mais resistiam às mudanças.
3.3 A Era da Inovação e Vantagem Competitiva
Em 1980,
ocorreram mudanças tecnológicas principalmente em tecnologias de escritório e
microcomputadores, e o termo “Tecnologia da Informação” passou a ser mais
usado. Os gerenciadores de banco de dados se tornaram disponíveis nos PCs e
softwares de custo baixo dominaram o mercado, assim as atenções se voltavam
para o mercado em busca de novas estratégicas com base das tecnologias de TI.
As telecomunicações e os microcomputadores liberaram o uso da TI nas empresas
do mundo todo.
Criou-se
programas de “consciencialização gerencial” para os altos executivos e o Centro
de Suporte ao Usuário (CSU) ou o chamado Help Desk, onde os usuários
consultavam para esclarecer dúvidas, além de receberem consultoria na área
tecnológica, ambos para possibilitar o acesso e conhecimento das ferramentas de
TI existentes nas empresas e uma maior aceitação.
Mesmo com todos
os avanços da época, como as redes locais, os computadores ainda eram
incompatíveis entre si, dificultando assim a integração dos sistemas e uma
maior flexibilidade. A busca pela descentralização se torna mais forte.
3.4 A Era da Integração e Reestruturação do Negócio
Na década de
1990, sistemas abertos, integração e modelos se tornam itens essenciais nos
departamentos de sistemas acabando com a incompatibilidade. A integração
tecnológica flexibilizou e facilitou a troca e o acesso às informações
otimizando o funcionamento da empresa. Surge, por exemplo, o sistema EDI (electronic
data interchange ou troca eletrônica de dados).
“A TI é
reconhecida como fator crítico de capacitação, principalmente através das
telecomunicações, que permite eliminar barreiras impostas por local e tempo às
atividades de coordenação, serviço e colaboração”.(KEEN, 1996, p. XLIX). De
modo súbito, a mudança se acelerou em quase todas as áreas do negócio e da
tecnologia. A transformação e utilização das ferramentas da TI se tornam
globais e as distinções entre computador e comunicação desaparecem mudando
radicalmente o mundo dos negócios. O computador se torna elemento de TI
indispensável em uma organização.




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